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| Foto para simular um trote feito por uma criança. |
No dia 22/05/2012 D.O.E (Diário Oficial do Estado) foi divulgada a Lei nº 14.670, que dispõe sobre o ressarcimento ao Estado das despesas referentes às solicitações indevidas dos serviços de pronto atendimento dos órgãos que prestam atendimentos emergenciais, como o Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
A iniciativa surgiu devido ao alto índice de registros de trotes nos serviços de emergência. O Centro Integrado de Operações de Defesa Social de Pernambuco (Ciods-PE), que atende chamados tanto para o Corpo de Bombeiros quanto para a Polícia Militar, registrou em seu sistema 207.591 ligações em maio deste ano. Desse total, 58.672 foram identificadas como trote, totalizando um percentual de 28,6%. Esses dados são de ligações em que o autor não conseguiu com que uma equipe fosse deslocada para o suposto incidente. Se considerarmos as vezes em que uma equipe foi acionada para atender a ocorrência, esses números podem aumentar em até 10%. (Folha-PE)
Ainda segundo a Folha-PE, dois tipos de trotes são levados em consideração pelas instituições. O 1°é o trote-interrupção (quando o autor não consegue convencer os atendentes, mas faz com que uma linha esteja ocupada, impossibilitando um atendimento real) e o 2° é o do trote qualificado. Esta ocorrência é a que gera maiores malefícios, já que são as situações em que uma equipe é deslocada para a suposta ocorrência, impossibilitada de realizar um socorro em outra localidade, naquele momento.
Os trotes que são passados para os serviços de pronto atendimento causam grandes danos à sociedade, pois, no exato momento em que a equipe se encontra atendendo falsos chamados, pessoas estão precisando de atendimento, e em alguns casos, pagando com a vida. “A punição vai coibir esse tipo de ação e tornar os atendimentos reais mais rápidos, porque iremos reduzir o número de ligações”, revela o deputado estadual Henrique Queiroz (autor do projeto de lei).
A multa a ser paga será calculada de acordo com os minutos perdidos no “socorro” além do custo operacional de cada equipe deslocada (policiais, médicos, enfermeiros, socorristas). A expectativa é de que através da punição, alguns membros da sociedade que insistem nesta “brincadeira” possam perceber que muitas vezes um ato irresponsável pode causar danos irreparáveis na vida de algumas famílias.
Nós, alunos da Universo - Recife, estamos juntos nessa campanha do não ao trote e pedimos que vocês se aliem a essa causa para um bem maior.
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